November 8, 2009

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Amizade

July 20, 2009

A Árvore Da Amizade
By Márcio Bello Teixeira

Hoje, às 11 da manhã, recebi um e-mail epífano de um terráqueo chamado ‘Fábio Bello’ – primo meu – cuja mensagem perpassa o significado atemporal do vocábulo ‘amizade’. Aí, inevitavelmente, evoquei momentos idos que me fizeram refletir sobre essa tal ‘amizade’. Bem, sei que ‘amizade’ é a única árvore que dá frutos de dois gêneros: amigo(s) e amiga(s); sei, também, que seus frutos não discriminam as mãos que os colhem; claro que sei, também, que seus frutos são os únicos que possuem cores e sabores diversos: ah!.. o mais importante, sei que seus frutos não apodrecem… Pera aí!.. Quem são os meus amigos?.. Por que tenho que eleger amigos e amigas?.. Mesmo depois de selecionado(a)s, por que tenho que pôr rótulos?.. ..que tem mais dinheiro,.. ..que tem mais tempo,.. ..que faz mais por mim,.. ..que é da família,.. ..que é do trabalho,.. ..que é de cor preta,.. ..que é de cor branca,.. ..que tem mais,.. ..que tem menos,.. E eu?!. ..quais são os meus rótulos?!. qual será meu valor de mercado?!. ..e o prazo de validade?!.

…Que belo e-mail!.. Realmente, epífano!..
Quer saber mais?!..
Você é meu/minha amigo(a)! Quer saber as razões?!. Sim, são duas apenas:

A Primeira:
Amizade é percepção que faz bem.

A Segunda:
Eu percebo você!

Pense um pouquinho e refaça sua lista (perceptiva) de amigos e amigas!

Obs.: A árvore da amizade não precisa de água, precisa, apenas, ‘ser percebida’!


Brasilidade

July 3, 2009

Sei Que Não Sou O Presidente

By Márcio Bello Teixeira

Quando eu me dei conta de que sou o que o presidente não é, e nunca será, percebi quão difícil é descrever o cidadão brasileiro que restou de mim. Mas o pensamento epífano – que me fez compreender minha brasilidade – surgiu quando vi algumas das contas que mensalmente tenho que pagar pra continuar sendo o que ainda sou. Então, senti uma aceleração cardíaca que,talvez, ele também sinta – penso eu – quando vê seu extrato bancário. Rapidamente, fechei meus olhos e lembrei que o coração não vê o dono do peito em que bate – afinal, quem não cara, pode ser coração! Respirando fundo e abrindo as janelas do meu preconceito, busquei um copo d’água pra, sem açúcar, acalmar-me. De novo, indaguei-me, agora, sobre os coliformes fecais que já há muito contaminam (não seria corrompem?) nossa água mineral que, literalmente, mata nossa sede – será que a dele também morre ou é saciada? Bem, oportunamente, resolvi abrir uma lata de sardinha em molho vermelho – sem conotação comunista ou socialista – pra diminuir minha corriqueira fome ansiosa – cara, será que a lata de sardinha dele tem salmão? Enquanto lavava minhas mãos pra tirar o cheiro denunciador do meu hábito alimentar, não consegui evitar a imagem mental de Pôncio Pilatos e aí me perguntei: o presidente lava as mãos como eu? Isso não é tão elementar… Sei, todavia, que depois de enxugar as minhas, ninguém é crucificado, nem sacrificado… De repente, pensei naquele que dizem ter feito a multiplicação dos peixes e a transformação da água em vinho. Foi quando lembrei-me de um tal amigo seu chamado Judas – em quem será que o meu presidente se espelhou? Apesar d’eu não ter uma resposta do nosso jeitinho, sei que ainda sou brasileiro… Mas, sei, com certeza, que não sou o presidente… Mas,… e s’eu fosse?


O País Das Maravilhas

February 9, 2009
 

Nossos Castelos & Seus Brasões Ladrões

By Márcio Bello Teixeira

 

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Quando a moda pega, ninguém quer ficar de fora. E em se tratando de políticos, a adesão é virulenta. A bola da vez é ter castelo. Mas, não fique pensando que é castelo de areia ou aquele dos sonhos de muita gente. É mesmo, mesmo, o castelo dos delírios de muitos de nós. que esse é real verdadeiro e o rei deputadonão importa o nome – é brasileiro dói, né?! Dói nada! O brasileiro é a velha Pollyanna de mãos dadas com sua, não menos velha, priminha Alice, eternamente, passeando no país das maravilhas. O que parece inconcebível é saber que meus irmãos e irmãs compatrícios que ora são uma, ora são a outra, não conseguem transformar os intermináveis escândalos políticos em atitudes apartidárias revolucionárias e verdadeiramente democráticas. Nósacho que estou no balaionos acostumamos à banalização da corrupção, da imoralidade, da amoralidade, da sonegação de impostos, da violência e, principalmente, da impunidade. Não podemos esquecer, entretanto, que toda essa banalização, quando perpassa pelas figuras políticas e ricos de fato, o brasileiroagora caio fora – fica indignado, pelo menos, até a eleição seguinte quando, então, toda a indignação desaparece, dando lugar ao que chamam de ‘direito de voto democrático’ – acreditaram e ainda acreditam! É mesmo interessante, e no mínimo surpreendente, conhecer tanta gente que, por ter estudado e aprendido a definição de democracia, não abre mão do voto para não mostrar-se anti-democrático. Não consigo deixar de dar prazerosas gargalhadas quando me dou conta que tal comportamento patético é muito mais frequente do que imaginamos. Ao mesmo tempo, fico desolado porque sei que toda criança é induzida a comer, e comer, porque se tem saúde quando se come – assim aprendem. Mas, quando engordam, uma segunda mensagem é enviada: não pode comer muito! E, por intimidação, diz-se, também: se comer muito hoje, amanhã não vai comer! Bem, ser democrático, dentre tantas coisas, é ter o direito de escolher entre votar e não votaressa última parte, poucos aprenderam. Então, defensor da democracia incompleta e conveniente aos amigos de Ali Babá, uma olhadinha no castelo daquele que você, em nome de uma tal democracia, elegeu – apesar, de agora, dizer-se indignado ou indignada. Contudo, não deixe de enviar-lhe um e-mail de solidária indignaçãoquem sabe você não consegue um convite pra passar um dia inteiro no castelo dos seus delírios? Cuidado, porém. Talvez você tenha que entrar e sair pelas portas do fundo

                                   … e vivademocracia brasileira (sem exclamação).


Hand Washing

February 8, 2009

Pontius Pilate’s Syndrome

By Márcio Bello Teixeira 

 

Copyright@2005

Copyright@2005

 

Regardless of religious beliefs and religiosity, the legacy of indifference towards our fellowmen left by Pontius Pilates has been by far more impressive than the legacy of love and sympathy left by Jesus Christ. Such assertion certainly is humankind’s Achilles heel. However, nobody can deny that, throughout history, humans have developed numerous indifference-enhancing techniques as a way of exempting themselves from helping those who always seem to be adrift.

Our everyday life is filled with crucifixion-like scenes whose motorized watchers, out of the corner of their eyes, see Christ-like figures juggling with flaming torches and turning cartwheels in order to be saved, rescued, helped, or simply noticed. Unlike the watchers at the Crucifixion, today’s motorized watchers carry and use their own Spear of Destiny, wherever they go, trying to give the coup de grâce to those who ask for help by turning their pain into entertainment. In fact, we’re so used to turning our back on those who, whatever the reason, hopefully expect a little bit of attention from us that we almost always misunderstand the meaning of respectful sympathy. Therefore, most of us believe that, by telling our family and friends how unbearable it is to spot, for instance, homeless children at a traffic light, we prove ourselves to be sympathetic. Then, conveniently and theoretically, we are always solicitous and understanding. Nevertheless, the bottom line is that the concepts of believers, agnostics, and atheists overlap where the lack of unconditional respect for others is a prerequisite for perpetuating Pontius Pilate’s legacy. However dogmatic believers, agnostics, and atheists might be, their knack for making believe that they don’t know the whereabouts of misery and poverty is a practice handed down from generation to generation.  hands

Amongst believers, Christians have proved themselves to be good at ‘not casting the first stone at others’, which might indicate that they agree that sinners should never set the example. Furthermore, among Christians, Catholics, traditionally, have a whole Holy Week, every year, to remember the death of Christ and His return to life, which might also indicate that despite the fact that there are millions of human beings starving to death, Resurrection heals everybody’s wounds – is euthanasia that bad after all?

Unfortunately, we don’t like to admit that we always need a scapegoat for our failure to love and respect others. We don’t like to admit that we always need an alibi for not being able to recognize the dignity of all of us. We don’t like to admit that, by washing our hands, we’re not supposed to reflect on anybody’s stigmata and crown of thorns. Notwithstanding the hard heartedness millions of people insist on clinging to, tens of thousands of other human beings always strive to overcome their failures and weaknesses; always find a reason to dignify life; and always wash their hands before nursing those in pain back to health.

 


Illuminati

February 6, 2009

 

Daring Insights Into David Icke’s Views On 

“Who And What Is Really Controlling The World”

By Márcio Bello Teixeira

  

 

David Icke’s definitely synonymous with conundrum. Obviously, such association only occurs within the minds of those who’ve rid themselves of what he calls baa-baa mentality. His irreverence has pervasively imprinted on open-minded people the importance of expressing their uniqueness and dismantling the undercurrent Fascism worldwide. According to him, the world is ruled by a secret group, called “Global Elite” or “Illuminati”, which has incessantly fomented civil wars, ethnic cleansing, religious wars, violations of human rights; spread pandemics and prevented scientists from disclosing the cure for so far incurable diseases; and taken advantage of famine all over the world, but mainly in Africa. pyramid_eye2

Being contemporary with David Icke makes us intelligent and wise people not only figure out how feasible it is to stay away from both ignorance and fear, symbolized respectively by the herd of sheep  and the sheepdog, but also talk some of our fellow citizen into understanding that neither sheep nor sheepdogs ever think for themselves. The hard task lies in convincing them all that The Third Riech, disguised in different nationalities, still manipulates the unlearned masses, by brainwashing them into thinking that being puppets is a prerequisite for being puppeteers – you disagree?!

As a matter of fact, David Icke and his ticklish theories might either be lauded or ostracized – after being pilloried, of course! Fortunately, people like you and me easily infer from David Icke’s viewpoints that giving the many food for thought, a few might be dethroned, and equality restored – is it utopian? I don’t think so, do you?

 

 

 

 


Analfabeto Pós-Graduado

February 5, 2009
 

 

 

Ouço, Mas Não Falo

 Leio, Mas Não Escrevo

 Sei, Mas Não Me Lembro

By Márcio Bello Teixeira

 

 

Parece mesmo que estamos reformulando o significado do tão conhecido e faladoanalfabeto funcional’. Ora, num passado não muito remoto, entendíamos poranalfabeto funcionalaquele que, apesar de um certo domínio da leitura, não conseguia compreender com coerência e inferência o que lia… ‘Pera !.. Mas, não era esse indivíduo de ‘pouco estudo’?! E o que foi que mudou?

 

Indubitavelmente, as coisas e os conceitos mudaram – e continuam mudando – tanto quanto as percepções dos mesmos. E dentre tantos conceitos, as habilidades linguísticas (agora sem trema) – conhecidas  como ouvir, falar, ler e escrevertambém mudaram – eu acho mesmo. Antes que você se aborreça ou discorde do que afirmo, responda: você realmente sabe ouvir, falar, ler e escrever? Bem, será que não deveríamos reconceituar o talanalfabeto funcional’?

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As graduações e pós-graduações atuais representam, com toda fidelidade possível, o que realmente importa aos que as buscam: titulação. O que antigamente se buscava nos cursos acadêmicos servia para agregação e enriquecimento de saberes. A titulação, então, era um documento comprobatório de saberes adquiridos e/ou aprimorados. Atualmente, entretanto, saber, ou não, é de pouca importância. Ter um pedaço de papel com timbre ou chancela de uma instituição de nível superiorqualquer que seja – é a coqueluche do momento que atende às exigências contemporâneas do mercado de trabalho, que distingue o profissional competente e qualificado do, talvez, menos preparado pela posse de um comprovante de investimento que o meio acadêmico orgulhosamente emite em nome de uma tal concessão de saberesviva a ignorância de roupa nova!

 

Não obstante a sobrepujança das titulações em relação aos saberes diversos, os raros focos de fomentação de conhecimento ainda exercem fascinante influência sobre seres sedentos de novos conhecimentos como eu e vocêviva a ejaculação cognitiva das mentes lubrificadas pelos saberes compartilhados!

 

 


Thirdworldishness

February 4, 2009
 
 
 
 
 

 

Getting Focused-Copyright@2005

Copyright@2005

 

Consensual Thirdworldishness

By Márcio Bello Teixeira

 

 

Regardless of the economy-based concept of the so-called thirdworldish countries, there are thirdworldish relations which have nothing to do with economy-based concepts whatsoever. Although some insist on saying that each and every scar of subservience that society imprints on its lambs is intrinsically related to its barren economic policies, a few whose eyes transcend politics perceive that it takes nothing but free will to either adopt or repudiate thirdworldishness when economic as well as interpersonal relations are to be carried out.

However economic or interpersonal, thirdworldishness denotes degradation that per se connotes parasitism. Astonishingly, some of us don’t comprehend that thirdworldishness, degradation, parasitism and the like are dichotomous living conditions many of us can’t help going through. Like any other dichotomy, thirdworldishness demands mutuality within – a parasite, the exploiter, is nothing without the host, the one who’s exploited. As a matter of fact, the Marxist exploiter/exploited dichotomy masquerading, among other things, as subservience is the interpersonal thirdworldishness – which goes far beyond politics – that we’re used to stooping to somehow. Marxists and Leninists apart, in the name of a man-made capitalism, we constantly subdue our dignity – however painful it might be – either exploiting or being exploited, through which much of our inborn multi-faceted personality can be unraveled, perpetuating the cat-and-dog hostility that society lives on. Notwithstanding our efforts to rid society of the leeches that feed on our acquiescent fellow men, there seems to always be a phoenix-like leech, rising from the ashes, whose every rebirth reinforces the Jekyll and Hyde paradoxicality that hibernates in the recondite strata of our personality as long as the heat is off.

Inasmuch as free will proves to be the hand which grabs the ferule as well as the hand which is painfully punished, thirdworldishness is a consensual condition by which we measure our ability to inflict suffering on others and also our pain threshold. Unfortunately, the awareness of such condition isn’t always achieved, making many of us unable to spot the poisoned chalice.

 

 

 


Censorship

February 4, 2009

 

To Ban Or Not To Ban? 

By Márcio Bello Teixeira 

  

 

censorship-2Have you ever asked yourself what the heck might be going on within the minds of those who’ve replaced the word ‘censorship’ with ‘moralization’? Haven’t you noticed that?! So, get real! No matter where you are, where you go, or what you do. In the name of ridding society of the so-called ‘immoral influence’ exerted by the media hype on people from all walks of life, self-righteous party poopers have slowly but surely talked well-connected people into not only buying their Holy-Inquisition-like hidden agenda, but also sharing them. Needless to say, once again, our society falls into a state of bewilderment that obfuscates the real meaning of democracy and freedom, which – inevitably – sets off undesirable waves of insecurity and fear among those whose peace of mind lies in having the feasibility of expressing themselves ‘come rain or shine’ – which side are you on? It seems, but it’s not a rhetorical question. As a matter of fact, only a few actually think of the way we all are, or should be, coping with such not-so-undercurrent censorship… Well, not all poison kills instantly, but on the other hand, a small dose of antidote might work wonders…

 

…What do you think of ‘censorship’?

            Do some people mistake freedom for libertinism?

                       What should ever be banned?

                                   Which side are you on?

                                   Define ‘moralization’.

                       What is ‘censorship’ based on?

            What’s the difference between ‘censoring something’ and ‘putting a limit to it’?

What, if any, is the antidote for ‘censorship’? To what extent is common sense part of that?

 

 


Palmeiras

February 4, 2009

A Chapada Tem Palmeiras 

By Márcio Bello Teixeira

 

A PraçaTodos nós sabemos que a Chapada Diamantina é imensa e energeticamente singular. Mas, por que? Porque tem Palmeiras –a cidade que, apesar de tantas grandezas, parece nunca crescer. E como toda criança, querida e amada, sempre emana contagiante alegria de viver.

 

Definitivamente, Palmeiras é o epicentro das cativantes emanações energéticas que atraem forasteiros à Chapada e hipnotizam ambos forasteiros e nativos, tão intensamente, que deixá-la – principalmente Palmeiras – é quase um parto fórceps.

 

Muitos especulam a respeito do lento crescimento populacional e urbano da cidade que um dia – na tentativa de, talvez, crescer a qualquer custoquase se corrompeu numa busca depredatória e inconsequente de diamantes que nada, de fato, acrescentariam às vidas de seus filhos e futuras gerações. Poucos, entretanto, compreendem que o que parece estar estagnado, está, verdadeiramente, em equilíbrio; que o que parece estar preso ao passado, é, sem dúvida, a perpetuação de valores e princípios moraisEsses poucos, então, conseguem enxergar uma linda cidade que nunca se esconde, mas que somente se revela com suas grandezas aos que entendem que seus diamantes, apesar de invisíveis e intocáveis, hipnotizam e encantam, irremediavelmente.

 

Uma vez imbuídos de tanta paz e energia renovável, não mais conseguimos ver a beleza humana individual desvinculada de uma ainda maior que a natureza nos proporciona a cada instante. E a cada instante, Palmeirascom seu poder rejuvenescedor e, sobrenaturalmente, viciante – incute em seus habitantesnativos e forasteiros –  uma necessidade vital de interação com a natureza que faz de suas terras uma versão, indubitavelmente melhorada, das de “Peter Pan” – que todos nós conhecemos como “Neverland” ou “A Terra do Nunca”. Palmeiras, por sua vez, parece ter mesmo a cara de “A Terra do Sempreou “Everland”. Afinal de contas, é nesta cidade que sempre há uma porta aberta aos que chegam, que sempre há uma mão que guia os que buscam uma luz, que sempre há uma voz que conta uma história que levanta o astral de quem a ouve, que sempreum olhar de admiração pelo que somos, que sempre há uma idéia inovadora, que sempreum colo amigo… Ah! Comosempre tanto e mais em Palmeiras!..

 

Ainda bem queChapada tem Palmeiras.